Ciclismo

O que comer durante uma volta longa de bicicleta? Géis, barras ou bebida energética

¿Qué comer durante una ruta larga en bici? Geles, barritas o bebida energética

O que comer durante uma volta longa de bicicleta? Géis, barras ou bebida energética

Escolher o que comer durante uma volta longa de bicicleta não consiste em decidir se os géis são melhores do que as barras ou se deves levar apenas bebida energética. A estratégia depende de quanto tempo dura a volta, da intensidade, da quantidade de hidratos de carbono por hora de que precisas e de quais os formatos que melhor toleras enquanto pedalas.

No ciclismo de longa duração podes combinar géis, barras energéticas e bebida com hidratos de carbono dentro de uma mesma estratégia. O importante é calcular o aporte total de hidratos de carbono por hora e escolher os formatos que possas consumir com facilidade durante a volta.

Neste guia explicamos quando faz sentido utilizar cada formato e como adaptar a alimentação a saídas de 2, 4, 6 ou mais horas.

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Do que precisa o teu corpo durante uma volta longa de bicicleta?

Durante uma saída prolongada, os hidratos de carbono são uma das principais fontes de energia para manter a intensidade e atrasar a quebra do rendimento.

A quantidade necessária depende da duração e intensidade do exercício, mas em esforços prolongados os atletas treinados podem trabalhar com ingestões aproximadas de 60–90 g de hidratos de carbono por hora quando a estratégia está treinada e bem tolerada.

Isto não significa que todos os ciclistas precisem de consumir 90 g/h. Uma saída recreativa de três horas e uma marcha cicloturista competitiva de seis horas podem exigir estratégias muito diferentes.

Se quiseres aprofundar a alimentação global do ciclista, podes consultar o nosso guia sobre nutrição do ciclista.

Géis, barras ou bebida energética? A resposta depende do momento

Não existe um formato universalmente melhor. Géis, barras e bebidas de hidratos de carbono podem cumprir funções diferentes dentro da mesma volta.

Formato Vantagem principal Quando pode encaixar melhor
Gel energético Aporte preciso e rápido de hidratos de carbono Momentos de alta intensidade, subidas ou quando custa mastigar
Barra energética Formato sólido e mastigável Tramos tranquilos, voltas longas e momentos em que queres variar a textura
Bebida energética Aporta líquido e hidratos de carbono ao mesmo tempo Como base da estratégia durante toda a volta

Na prática, o formato importa menos do que a quantidade total de hidratos de carbono, a tolerância individual e a capacidade de manter a estratégia durante toda a sessão.

Em esforços de alta intensidade, os formatos líquidos e os géis costumam ser mais cómodos do que os sólidos porque requerem menos mastigação e costumam ser mais fáceis de consumir enquanto pedalas.

Quando utilizar géis durante uma volta longa de bicicleta?

Os géis energéticos para ciclismo são especialmente práticos quando precisas de introduzir hidratos de carbono rapidamente e não queres depender de alimentos sólidos.

Podem ser úteis em:

  • subidas longas;
  • tramos de alta intensidade;
  • competições;
  • momentos em que não podes mastigar com conforto;
  • voltas em que precisas de controlar com precisão os hidratos de carbono por hora.

Se quiseres aprofundar este formato, podes consultar o nosso guia de géis desportivos para ciclistas de fundo.

Gel Lite 30: para repartir a ingestão em tomas pequenas

O Gel Lite 30 aporta 30 g de hidratos de carbono e 175 mg de sódio. Pode encaixar em estratégias em que preferes consumir quantidades mais pequenas e frequentes.

É uma opção prática para ciclistas que ainda não estão habituados a concentrar grandes quantidades de hidratos de carbono numa só toma ou que querem combiná-lo com bebida energética.

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Hydro 35: textura fluida e 35 g de hidratos de carbono

O Gel Hydro 35 aporta 35 g de hidratos de carbono e 200 mg de sódio num formato de textura líquida.

Pode encaixar bem durante tramos de maior intensidade ou quando preferes uma textura mais fluida em vez de um gel concentrado.

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Hydro 45: uma opção intermédia

O Gel Hydro 45 aporta 45 g de hidratos de carbono e 275 mg de sódio. Situa-se entre os formatos de 30–35 g e o Gel 60, pelo que pode ser útil para construir estratégias intermédias ou combiná-lo com bebida.

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Gel 60: para estratégias de alta ingestão

O Gel 60 aporta 60 g de hidratos de carbono e 350 mg de sódio por unidade, com 400 mg na versão caramelo salgado.

Pode ser especialmente útil em voltas longas, marchas cicloturistas ou competições em que queres alcançar uma ingestão elevada de hidratos de carbono utilizando menos unidades.

Por exemplo, se treinaste uma estratégia de aproximadamente 60 g de hidratos de carbono por hora, um Gel 60 pode cobrir uma parte importante desse objetivo. Se além disso consumires hidratos de carbono através do bidão ou de uma barra, deves somá-los ao total.

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Quando escolher barras energéticas no ciclismo?

As barras energéticas podem ser especialmente interessantes quando a intensidade permite mastigar e queres introduzir um formato sólido dentro de uma volta longa.

No ciclismo tens uma vantagem em relação à corrida: podes aproveitar descidas, planos ou tramos tranquilos para comer com mais conforto.

As barras podem ajudar-te a:

  • variar a textura e o sabor;
  • reduzir a monotonia de consumir apenas géis;
  • introduzir hidratos de carbono durante tramos de baixa ou moderada intensidade;
  • tornar mais sustentável uma estratégia de várias horas.

O momento de uso importa tanto como o formato. Em esforços intensos pode resultar menos cómodo mastigar alimentos sólidos, enquanto em tramos mais estáveis podem encaixar perfeitamente.

Podes consultar as barras energéticas da FANTÉ para combiná-las com géis dentro de uma estratégia de ciclismo de longa duração.

Quando comer uma barra durante a volta?

Os melhores momentos costumam ser aqueles em que a intensidade é relativamente estável e podes mastigar sem dificuldade.

Por exemplo:

  • primeiras horas de uma volta longa;
  • tramos planos;
  • descidas simples;
  • momentos anteriores a um tramo de maior intensidade.

Pelo contrário, durante uma subida exigente ou uma competição intensa pode resultar mais prático utilizar um gel ou bebida.

Qual o papel da bebida energética durante uma volta longa?

A bebida energética para ciclismo pode ser uma das ferramentas mais úteis porque permite aportar líquido, hidratos de carbono e, dependendo da formulação, eletrólitos no mesmo bidão.

Isto facilita construir uma base de hidratos de carbono constante durante a volta e reduzir a quantidade de produtos sólidos ou géis que precisas de transportar.

Podes consultar toda a gama de hidratação e bebidas energéticas da FANTÉ.

Os hidratos de carbono do bidão também contam?

Sim. Este é um dos erros mais habituais no ciclismo.

Se o teu bidão aporta, por exemplo, 45 ou 60 g de hidratos de carbono, esses gramas devem somar-se aos géis, barras e outros alimentos consumidos durante essa hora.

A estratégia deve calcular-se assim:

bebida + géis + barras + gomas + alimentos = hidratos de carbono totais por hora.

Se quiseres entender melhor as diferenças entre as bebidas, podes consultar o guia da FANTÉ sobre como escolher entre as diferentes bebidas energéticas.

O que comer segundo a duração da volta?

Duração O que priorizar Formatos que podem encaixar
1–2 horas Estratégia simples Bebida + gel se a intensidade o exigir
2–4 horas Regularidade em hidratos de carbono Bebida + géis + alguma barra
4–6 horas Alta planificação e variedade Géis + barras + bebida energética
Mais de 6 horas Estratégia individualizada e variedade de formatos Géis + sólidos + bebida + alimentos tolerados

Exemplo: o que comer durante uma volta de ciclismo de 4 horas

Imaginemos um ciclista que prevê realizar uma volta de quatro horas e tem treinada uma estratégia de aproximadamente 70 g de hidratos de carbono por hora.

O seu objetivo total seria aproximadamente:

70 g/h × 4 horas = 280 g de hidratos de carbono.

Depois pode reparti-los entre diferentes formatos.

Por exemplo:

  • parte através de bebida energética nos bidões;
  • um ou dois géis em momentos de maior intensidade;
  • uma barra num tramo tranquilo;
  • um Hydro 35 ou Hydro 45 quando quiser uma toma intermédia;
  • Gel 60 quando quiser concentrar uma maior quantidade de hidratos de carbono.

A combinação exata não importa tanto como o facto de o total por hora ser coerente com a estratégia que treinaste.

O que comer durante sessões longas se não quiseres depender de géis?

Não é necessário realizar toda uma volta longa apenas com géis.

Os hidratos de carbono podem ser aportados através de diferentes fontes, incluindo alimentos e suplementos, sempre que a estratégia permita alcançar a ingestão prevista e seja bem tolerada.

Portanto, podes combinar:

  • barras energéticas;
  • bebida com hidratos de carbono;
  • gomas energéticas;
  • alimentos sólidos;
  • géis em momentos de maior intensidade.

A melhor estratégia é aquela que te permite alcançar as tuas necessidades de hidratos de carbono e manter uma boa tolerância durante toda a sessão.

Quando utilizar cada formato durante uma volta?

Momento da volta Formato prático
Início e ritmo estável Bebida + barra
Subida longa Gel ou Hydro
Tramo tranquilo Barra energética
Alta intensidade Gel ou bebida
Necessidade de energia Cafeína cada 1-2 horas

Erros frequentes ao comer durante uma volta longa de bicicleta

  • Esperar por ter fome ou falta de energia para começar a comer.
  • Contar os géis mas esquecer os hidratos de carbono do bidão.
  • Utilizar apenas alimentos sólidos durante tramos de alta intensidade.
  • Tomar demasiados produtos no início da volta.
  • Copiar a estratégia de outro ciclista.
  • Não praticar a ingestão durante os treinos.
  • Depender de um único sabor ou textura durante muitas horas.
  • Não adaptar a estratégia ao calor e à hidratação.

Perguntas frequentes sobre o que comer durante uma volta longa de bicicleta

O que comer durante uma volta longa de bicicleta?

Durante uma volta longa podes combinar géis, barras energéticas e bebida com hidratos de carbono. A escolha depende da duração, intensidade e tolerância. Os géis costumam ser práticos em momentos intensos, as barras em tramos tranquilos e a bebida pode servir como base constante de hidratos de carbono e hidratação.

Quantos hidratos de carbono por hora tomar no ciclismo?

Em esforços prolongados, ciclistas treinados podem trabalhar aproximadamente com 60–90 g de hidratos de carbono por hora quando essa quantidade foi praticada previamente. O número exato depende da duração, intensidade e experiência nutricional.

É melhor tomar géis ou barras no ciclismo?

Não existe um formato universalmente melhor. Os géis são mais fáceis de ingerir durante a alta intensidade, enquanto as barras podem ser úteis em momentos em que podes mastigar com conforto. Combinar ambos os formatos costuma ser uma estratégia prática para voltas longas.

Posso fazer uma volta longa apenas com bebida energética?

Depende da quantidade de hidratos de carbono que a bebida aporta e da duração da volta. Em alguns casos pode cobrir uma parte importante das necessidades, mas em voltas longas muitos ciclistas preferem combiná-la com géis, barras ou outros alimentos para alcançar o objetivo total e variar sabores e texturas.

Quando tomar o primeiro gel numa volta longa?

Não é necessário esperar por sentir fadiga. Se a tua estratégia inclui géis, é preferível distribuir os hidratos de carbono desde as primeiras fases da volta. O momento exato dependerá de quanto hidrato de carbono aporta a bebida e do objetivo total por hora.

O que comer numa saída de 4 ou 5 horas de bicicleta?

Numa saída de quatro ou cinco horas costuma ser prático combinar bebida com hidratos de carbono, géis e alimentos mastigáveis. Os géis podem reservar-se para momentos de maior intensidade, enquanto as barras podem ser utilizadas em tramos mais tranquilos.

O que comer durante sessões longas de treino?

Em sessões longas, a prioridade é manter um aporte regular de hidratos de carbono e utilizar alimentos que tenhas provado previamente. Podes combinar bebida, géis, barras, gomas e alimentos sólidos segundo a intensidade de cada tramo. Não precisas de depender de um único formato.

Conclusão: géis, barras e bebida podem fazer parte da mesma estratégia

Decidir o que comer durante uma volta longa de bicicleta não deveria resumir-se a escolher entre géis ou barras.

Os géis funcionam especialmente bem em momentos de intensidade elevada, as barras permitem introduzir alimentos mastigáveis quando o ritmo o permite e a bebida energética pode aportar hidratos de carbono de forma regular durante toda a volta.

Calcula primeiro as tuas necessidades por hora e utiliza depois os formatos que te permitam alcançá-las de uma forma prática e tolerável.

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