Os melhores géis energéticos para maratonas e ultramaratonas
Escolher bem os géis para maratona não é uma questão menor. Em provas longas, a diferença entre manter o ritmo ou ter uma queda brusca de rendimento depende muitas vezes de como se gere a energia, a hidratação e a tolerância digestiva.
Por isso, falar dos melhores géis energéticos para maratonas e ultramaratonas não é fazer uma lista sem contexto. O importante é entender que tipo de gel precisas de acordo com a duração da prova, o teu ritmo objetivo, o calor, o perfil do percurso e a tua capacidade de tolerar altas ingestões de hidratos de carbono.
Na maratona, a prioridade é geralmente sustentar uma estratégia estável de hidratos de carbono por hora. No ultra, além disso, entra em jogo a fadiga gustativa, a tolerância intestinal e a necessidade de combinar formatos.
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O que deve ter um bom gel para maratona
Um bom gel para maratona deve cumprir quatro condições.
A primeira é fornecer hidratos de carbono suficientes por unidade. Em esforços longos, as recomendações atuais situam a ingestão em torno de 30–60 g/h no mínimo de forma geral, e para eventos de maior duração ou atletas avançados pode ser útil mover-se para 60–90 g/h com hidratos de carbono de múltiplos transportadores.
A segunda é ter uma textura tolerável. Um gel excelente em formulação/teoria deixa de ser útil se não consegues tomá-lo em corrida.
A terceira é incluir sódio quando o contexto o pede, especialmente com calor ou quando a transpiração é alta e sobretudo equilibrado em função dos hidratos de carbono consumidos e da transpiração.
E a quarta é que se encaixe numa estratégia nutricional real, não apenas numa toma isolada. Neste ponto, a estratégia nutricional para maratona faz mais a diferença do que o gel por si só.
Os melhores formatos de acordo com a prova
1. Géis de alta carga para maratona
Quando o objetivo é correr uma maratona com uma estratégia de hidratos de carbono sólida, os formatos com mais carga por unidade costumam ser os mais eficientes. Permitem alcançar o objetivo horário com menos embalagens e menos interrupções.
Aqui encaixam muito bem os géis com rácios de hidratos de carbono múltiplos, porque as combinações de diferentes transportadores intestinais mostraram vantagens na oxidação e rendimento em comparação com uma única fonte de hidrato de carbono em esforços longos.
Dentro da gama FANTÉ, o Gel 60 faz sentido para estratégias mais ambiciosas, especialmente se procuras aproximar-te dos 60–90 g/h sem depender de muitas tomas.
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2. Géis líquidos para momentos de alta intensidade
Nem todos os maratonistas toleram um gel denso no quilómetro 30 da mesma forma, e no trail ou ultra essa diferença acentua-se ainda mais. Os géis de textura mais fluida costumam funcionar melhor em momentos de alta ventilação, em subidas, quando está calor ou quando beber do bidão não é fácil.
Por isso, os formatos hydro são especialmente úteis em situações onde a rapidez de ingestão importa mais do que a densidade máxima. Na FANTÉ, o Gel Hydro 35 encaixa muito bem nesse cenário, ou os géis Hydro 45.
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3. Géis com cafeína para o último terço
A cafeína continua a ser um dos auxílios ergogénicos mais consistentes em desportos de resistência, especialmente quando utilizada com estratégia e não de forma aleatória. As revisões e meta-análises continuam a apoiar a sua utilidade para melhorar o desempenho e reduzir a perceção do esforço, especialmente em doses moderadas e bem temporizadas.
Na maratona, os géis com cafeína costumam fazer mais sentido quando precisamos de um extra de energia, sobretudo antes da maratona e no quilómetro 20. Na ultramaratona, podem ser utilizados de forma mais tática, dependendo do sono, da fadiga central ou de troços decisivos.
4. Géis com sódio quando o calor aperta
Em maratonas urbanas ou em ultras com calor, não basta pensar apenas nos hidratos de carbono. O sódio ajuda a estruturar melhor a estratégia de hidratação e pode ser especialmente útil quando há uma alta perda de suor.
Por isso, se no dia da corrida estiver muito calor, convém que parte do plano inclua géis com sódio ou que se combine com uma estratégia de hidratação bem desenhada.
5. Géis naturais ou mais limpos para ultra
Na ultramaratona, o que muitas vezes mais limita não é a energia teórica, mas sim a capacidade real de continuar a comer. A partir de várias horas de esforço, a palatabilidade e a tolerância digestiva deixam de ser detalhes.
Por isso, aqui ganham muito valor os géis com sabores menos agressivos, fórmulas mais limpas e texturas que não saturem. A ultra não é vencida pelo gel “mais denso em hidratos de carbono”, mas sim pelo que consegues continuar a tomar depois de muitas horas.
Maratona e ultramaratona não se alimentam da mesma forma
Na maratona, o habitual é procurar uma estratégia mais fechada e previsível. O objetivo é sustentar uma ingestão regular, geralmente com géis e água, e evitar tanto o vazio energético como o desconforto digestivo.
Na ultramaratona, a estratégia torna-se mais aberta. O tempo total de esforço, o perfil do percurso e a fadiga acumulada obrigam a combinar formatos, sabores e densidades.
Como escolher de acordo com a tua estratégia
Se o teu objetivo é uma maratona em asfalto com ritmo estável, prioriza:
- géis com boa carga de hidratos de carbono
- fórmula tolerável
- possibilidade de chegar a 60–90 g/h
Se corres uma ultra ou um ultra trail, prioriza também:
- textura fácil e combina diferentes
- variedade de sabores
- combinação com hidratação
- cafeína e sódio de acordo com o contexto
- menor fadiga gustativa
Nesse sentido, uma boa base pode ser combinar a categoria de géis energéticos com uma estratégia progressiva de testes em treino, não apenas em competição.
Conclusão
Os melhores géis energéticos para maratonas e ultramaratonas não são os mais famosos nem os mais concentrados por si só. São os que se encaixam no teu objetivo, no teu estômago, no teu ritmo e na tua estratégia por hora.
Na maratona, geralmente vencem os formatos eficientes, concentrados e fáceis de planificar. Na ultra, a chave costuma estar na tolerância, na variedade e na capacidade de continuar a ingerir energia quando já não apetece comer, como os nossos géis energéticos pensados para querer continuar a comer mesmo depois de muitas horas a treinar ou a competir.
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